Ontem ela veio...e eu a deixei entrar. Sem querer, eu juro, mas ela entrou. Consumiu todo o meu corpo, toda minha mente, tudo o que abriga sensação e sentido. Foi vagarosamente subindo desde os dedos do pé até a ponta do último fio de cabelo e no fim quis descer molhando meus cílios e encharcando meu rosto; mas aí já era demais, o que restou em mim secou o olhar por vergonha. Ela já me tinha dominado o suficiente. Eu disse "chega, vai embora!", e eu disse, eu disse! Mas ela não foi...e está aqui, e até que eu me recomponha e a mande embora, ela aqui vai permanecer, morando dentro de mim.
"(...) a gente carece de fingir às vezes que raiva tem,
mas raiva mesma nunca se deve de tolerar ter.
Porque, quando se curte raiva de alguém,
é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa
passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente;
o que isso era falta de soberania, e farta bobice, de fato é."
E ninguém que não seja eu posso governar e mandar no meu sentir. Fica a dica.
Gostei muito dessa criação de blog novo aí.
ResponderExcluirEngraçado que ouvi aquele cd do Chico César "De uns tempos pra cá", tem uma música com esse nome, é acaso?
gostei mutio do escrito também, e da citação, que escreveu essas palavras entre aspas aí?
beijão.
Guimarães Rosa.
ResponderExcluirVou seguri a sua dica.